A dissertação “A encruzilhada também é ponto de partida: experiências e práticas políticas em redução de danos com/por pessoas trans e travestis”, defendida no Mestrado em Psicologia da Universidade Federal de Pernambuco, investiga estratégias de redução de danos construídas por pessoas trans e travestis a partir de suas próprias experiências de cuidado, sobrevivência e enfrentamento da transfobia.
A pesquisa, de abordagem qualitativa e orientada por referenciais construcionistas e feministas em psicologia social, foi realizada a partir de três rodas de conversa com pessoas trans atuantes na promoção da saúde por meio da redução de danos, na Região Metropolitana do Recife. As análises se organizam em três eixos centrais: os repertórios sobre redução de danos, o cuidado como fundamento dessas práticas e a transfobia nas encruzilhadas entre gênero e saúde.
Ao dar visibilidade a saberes historicamente marginalizados, a dissertação contribui para a ampliação e consolidação do campo da redução de danos, compreendendo-a não apenas como tecnologia de promoção da saúde, mas como estratégia de sobrevivência e como ética travesti, produzida nas encruzilhadas entre vulnerabilidade, cuidado e resistência.

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